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Nome: Manel Picão
Idade: 19 anos
Peso: 98kg
Altura: 1.84m
Posição: 2ª linha / 3ª linha (2nd Row / Back Row)
Clube: Académica (AAC)
Percurso: Jogador na AAC há 11 anos, seleções jovens sub16-sub20 e 3 internacionalizações sénior. 


A 18 de Fevereiro de 2017 tiveste a tua estreia pela seleção contra a Polónia, e que estreia! Tiveste direito a ensaio e tudo! Qual foi a sensação de vestir a camisola dos “lobos” pela primeira vez?

É um orgulho gigante, um sonho desde pequeno. Quando comecei a jogar e a ver os jogos de Portugal sempre quis atingir o lugar de “lobo”. Esta foi uma estreia que há muito ansiava e pela qual trabalhei muito. E agora é continuar a trabalhar para continuar a representar o país ao mais alto nível.

Apesar de haverem algumas coisas por melhorar, Portugal tem tido boas prestações. Achas que conseguiremos um lugar no RWC 2019? Quais são os principais objetivos de Portugal neste momento?

Sim, temos vindo a melhorar muito de jogo para jogo, quem viu os nossos jogos contra a Suíça (1º jogo do Trophy) e agora contra a Moldávia vê essa evolução, o que prova um grande trabalho do staff técnico e um grande foco da nossa parte em todo o processo desenvolvido. Em termos de objetivos, o principal é garantir já este ano o regresso ao grupo A que é o lugar onde queremos estar. Estarmos presentes no RWC 2019 talvez seja ambicioso, mas claro que está nas nossas mentes e vamos fazer tudo para estar lá pois é o maior palco do rugby Mundial.

O teu pai, além de jogador da AAC, também representou a seleção nacional. Quão importante foi ele no teu percurso como atleta? 

Foi muito importante, foi ele que me transmitiu os primeiros valores do rugby e que me colocou o gosto inicial pela modalidade. O facto de ter sido também atleta de alta competição é uma forte ajuda no meu desenvolvimento como atleta pois compreende e ajuda a ultrapassar alguns dos os obstáculos que vou encarando. Também por ter representado Portugal, transmitiu-me este orgulho que se sente em vestir a camisola do nosso país. Sem a ajuda tanto do meu pai como da minha mãe não conseguiria atingir metade dos objetivos que tenho vindo a traçar.

Photograph: Luís F. Cabelo

Quem é a tua maior referência? 

Sempre tive como referência o Richie McCaw, que mesmo já não estando no ativo, foi sempre um jogador que adorava ver jogar, sendo um verdadeiro exemplo dentro e fora de campo. Um verdadeiro líder que marcou a nossa modalidade.

Sabemos que estás no ensino universitário, como conjugas os estudos com o rugby? 

Não é nada fácil, a parte de conciliação de tarefas e organização de tempo é talvez um dos principais desafios para quem está na alta competição. O facto de termos treinos em Lisboa pela seleção, faz com que perca muitas aulas e as vezes para recuperar é muito complicado, mas com a ajuda dos professores e com um bocado mais de esforço e sacrifício consegue-se fazer tudo.

Photograph: Luís F. Cabelo

Tens algum conselho que gostarias de dar a atletas mais novos? 

Que não parem de trabalhar, e que não desistam ao mínimo obstáculo. São os obstáculos que nos desenvolvem como pessoas e também como atletas. E tenham sempre a ambição de estar entre os melhores, nunca se deem como satisfeitos, é isso que vos vai motivar todos os dias.